Archive for detail library

Random Affairs Ministry / Ministério de Assuntos Aleatórios

Posted in Concepts, Gadanthara, Production with tags , , , , on June 22, 2012 by Dilly

Hello!

We entered the stage of texturing and rendering the scene, which is already almost entirely modeled.
We started with one of the main buildings of the short: The Random Affairs Ministry.

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Animation tests! / Testes de animação!

Posted in Detail Library, Gadanthara, Production with tags , , , , on June 1, 2012 by Dilly

Quick Update with two animation tests of our characters: Gadanthara and Poster-man.

This is the first test we made to see if the Gadanthara RIG was functional. There are some intersections on the cloth because we changed the RIG but didn’t fixed the animation. But I wanted to see it rendered with the final shading and textures, so here it is.

And here is the basic walk cycle of the Poster-man:

Both scenes were animated by Paula Markiewicz.

PS: the videos are on our page on Vimeo too!

–português–

Atualização rápida com dois testes de animação dos nossos personagens: Gadanthara e Homem-Cartaz.

Este é o primeiro teste de animação que fizemos com o Gadanthara, pra ver se o RIG estava funcional. Existem algumas intersseções na roupa porquê atualizamos o RIG mas não corrigimos este teste. Mas ainda assim eu queria vê-lo com o shading e texturas finais ainda assim, então aqui está.

Ambas as cenas foram animadas pela Paula.

PS: os vídeos estão na nossa página no Vimeo também!

The Poster-Man! O Homem-Cartaz!

Posted in Detail Library, Gadanthara, Production with tags , , , , on May 1, 2012 by Dilly

Quick update to show that we are living and working on the short!

In this brief post will show our latest (finished) character: The Poster-Man!

The Poster-Man is the essence of our fictional city, San Corisco. Our city is immersed in advertising posters so absurdly (more on that in another post) that pollute they more than sell. It is the spirit of what the city has become. He is part of the dirt, so it’s happy on it. A walking poster that mysteriously has its own personality.

Actually, not so mysteriously… one of our concerns in the short is to make the characters “tangible” and “credible.” They do not need to be realistic, but must convince the viewer that they are alive.
For this reason the design of this character has “tips” about its operation, but without revealing everything. Handles turn as he walks, his face is like a sheet of acetate that mechanically exchange… but in the end there’s still  a question of how he is alive.

For now I just paint and texture of the character, our animator Paula Markiewicz is animating him at this moment, when we have something ready of the animation will post it here!

Regarding the issues of rendering and shading, we are using the Blender internal render for the project and we have to optimize everything. This means that we can not abuse too much even in features that are not ray-tracing (as SSS). All the shading has been made keeping in mind that​, for example, a tree of nodes to simulate the effect of SSS in the paper.

Download link to the Paper file: Ripped_paper_shading_rig.blend.zip

(I decided not to put any issue very technically this post, but if you havesome curiosity or doubt, ask! Will be happy to try to answer)

Until next time!

–português–

Atualização rápida para mostrar que estamos vivos e trabalhando no curta!

Nesta breve postagem mostraremos o nosso mais novo (terminado) personagem: O Homem-Cartaz!

O Homem-Cartaz representa a essência atual da nossa cidade ficticia, São Corisco. Nossa cidade esta imersa em cartazes publicitários tão absurdos (mais sobre isso em outra postagem) que mais poluem do que vendem. É o espírito do que a cidade se tornou. Ele é parte da sujeira, portanto está feliz nela. Um cartaz ambulante que, misteriosamente, anda e tem personalidade própria.

Na verdade, não tão misteriosamente assim… uma de nossas preocupações no curta é fazer os personagens serem “palpaveis” e “criveis”. Eles não precisam ser realistas, mas precisam convencer o espectador de que estão vivos.
Por esta razão o design deste personagem possui “dicas” sobre seu funcionamento, mas sem revelar tudo. Manivelas giram enquanto ele anda, seu rosto é como uma folha de acetato que troca mecanicamente… mas ainda assim fica uma dúvida de como aquilo está vivo.

Por enquanto mostraremos apenas a pintura e textura do personagem, nossa animadora Paula Markiewicz está animando ele neste momento, assim que tivermos algo pronto da animação dele postaremos aqui!

Quanto as questões de Render e Shading, estamos usando o Blender internal para o projeto e temos que otimizar tudo. Isso significa que não podemos abusar demais nem mesmo nos recursos que não são ray-tracing (como SSS). Todo o shading foi feito tendo em mente isto, por exemplo, uma arvore de nós para simular o efeito de SSS no papel.

(downloads e videos no trecho em inglês)

(Decidi não colocar nenhuma questão muito tecnica nesta postagem, mas caso vocês tenham alguma curiosidade ou dúvida, perguntem! Será um prazer tentar responder)

Inté!

Scenario modeling part 1/ Modelagem de cenário parte 1

Posted in Gadanthara, Production with tags , , , , , on December 7, 2011 by paulacmark

Just a Bar with Gadanthara's (name of the main character) dimensions (yellow cube).

My name is Flávio Carvalho Markiewicz, I’m 20 years old and studying Product Design at Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG, State University of Minas Gerais). I attend to the 3D classes with Dilly and started to get engaged in this project. I’ve been an intern at Detail Library’s production for four months, and intend to keep working with this for a long time.

In this first part of the project, me and the other artists are modeling the buildings and objects that will be in our beloved San Corisco. The city construction began in a 2D (vector) and 3D map, made by Daniel, using simple objects (cubes…). In this map all the streets, sidewalks and buildings of the city are marked. We also use this map to set shots and scene layouts. Based on our main character’s path and the angle/distance of the cameras, the managers marked (using different colors) the amount of detail for each building.

 

Detail of the building Just a Bar.

The idea is to build a city alive and with personality, then every building that we make has its own history. Each building also has a name, and we try to insert this name into the building’s history. In most cases, the building’s name can make an influence at its layout, architecture and style. We always observe real cities pictures, stop-motion movies and the Detail Library’s team concepts, as references, before start to model the buildings.

So, that’s it. Thanks for all those who believe in our work and in Detail Library’s project. Probably I’ll be back for one more post!

— português —

       Meu nome é Flávio Carvalho Markiewicz, tenho 20 anos e atualmente faço o curso de Design de Produto na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG). Frequento as aula de 3D do Dilly e comecei a me envolver nesse projeto. Já estou estagiando na produção do Detail Library há quatro meses, e pretendo continuar trabalhando com isso por um bom tempo.

       Durante a primeira etapa do projeto, eu e os outros artistas ficamos encarregados de modelar os prédios e objetos que farão parte da nossa querida San Corisco. A construção desta cidade começou no mapa 2D (vector) e 3D que o Daniel fez, usando objetos simples (cubos…). Neste mapa existem as marcações de ruas, calçadas e prédios de toda a cidade. Também usamos este mapa para marcar as tomadas e layouts de cena. Baseado no trajeto que nosso personagem principal faz e o ângulo/distância das câmeras, os diretores marcaram (com cores diferentes) o grau de importância e detalhes de cada prédio.

       Como a proposta é fazer uma cidade muito viva e com personalidade própria, cada prédio que modelamos possui uma história, mesmo que breve, por trás dele. Uma vez que cada prédio tem um nome (desde títulos de animações clássicas até lendários lutadores/atores japoneses), tentamos encaixar tal nome dentro da história. Na maioria dos casos, o nome do prédio influencia a sua composição, arquitetura e estilo. Antes de começar cada prédio, conferimos as dimensões máximas do “terreno” reservado para ele dentro do mapa de San Corisco. Nessa “metodologia” bem flexível que tentamos seguir, observamos muitas referências antes de realmente colocar a mão na massa. Entre fotos de cidades reais, maquetes de filmes de stop-motion e os belos concepts da equipe, tiramos o máximo de ideias, e aquelas que mais se adaptam à história do prédio começam a tomar forma no Blender.

       Então é isso, obrigado a quem também acredita no nosso trabalho e nos projetos do Detail Library. Provavelmente estarei de volta para mais um post!

 

Visual identity / Identidade Visual

Posted in Committee, Detail Library with tags , , on January 27, 2011 by Dilly

Hello everyone,

Before entering the subject of this post, I would like to announce that we have begun to animate our first short: Joana. Daniel is currently drawing on an animation table. Yes, you read it correctly, an animation table. But more details on the process of Joana will be shown in future posts.

Today I’ll present an overview of the creation process for our visual identity, the one that you see in this blog.
Last year, when I was still in college, I had some subjects related to creating visual identities. Besides my own I also decided to make the identity of this project. We used to have an “old” identity created by Damasceno, but it was originally made for what was once a short film “only”: The detail library. When the Detail Library became the name we would use for the whole project, I felt the need for another symbol.

Old Detail Library logo

The first thing I did was to propose the idea to Professor Luiz Augusto. After hearing about the project, Luiz told me that I should define the key words that this visual identity should pass, beyond the visual style that the city carried from the images of the existing short:

  • Management (project and short);
  • Direction (although the positions defined within the projects, the direction, overall, is a group process);
  • Open (Creative Commons, Open Source … freedom).

While talking with Luiz Augusto the idea of using a kind of Seal appeared: it was as if all the work done within the Library had a “signature”.
After that I presented the whole idea to the other members of the Committee: Daniel and Damasceno. They liked the idea of a new logo and it’s guidelines. Damasceno couldn’t resist and started drawing whatever came to his head.

There were several ideas for the symbol, posters, “Xinforinfola” (a device used by our character – Gadanthara) and many others.

Xinforinfola

We actually had even begun to trace Xinforinfola, but the look was becoming too “fragile and delicate” and we did not want to pass this idea for the project. A word stand out when we discussed the identity: Consistency. We wanted something that was easy to apply anywhere, but still be readable.

I was researching types while we were experimenting with the symbols. Obviously the source should be open, so I started looking for fonts in the actual OS. Looking for something with serifs, with a more antique look, that referred to something done carefully by hand. It was there that we met the league of moveable type. This is a project done by designers who are tired of using the same sources on the web and elsewhere, designers who like the freedom that promotes open licenses. This is a project that has certain similarities with the Library itself, the site doesn’t host hundreds of free fonts made in any form, but a few made with great care and kindness. In other words beautiful and different fonts.

And there was our font: Goudy Bookletter 1911, made by Barry Schwartz.

A first test shown that this font was a great choice, which made some of us question whether if it wouldn’t be better to just discard the use of a symbol stick to the name written using this font. The challenge then was not to find a symbol, but a nice composition for these words.

We did several tests of composition. Both in English and Portuguese (despite the fact that the official logo is in English).

The best option we found was this:

But it wasn’t ideal yet, it had a “hole” between the R and the A on the “Library” that bothered me a lot. Because the font is open, this was not a problem. The solution was to make a ligature between the two letters. And finally we had our final version:

Final version

And we experimented some frames, but we were happien without them: Frame 01 , Frame 02 .

In the end we were pleased with the outcome. We think it is a good balance between beauty, flexibility and applicability. Or as my Professor Luiz Augusto likes to talk: A honest visual identity.

We are preparing a page with a nice file browser (along the lines of the online repository of Big Buck Bunny) to organize the files in the Library. When we finish you will be the first to know.

—Portugues—

Olá a todos,

Antes de entrar no assunto desta postagem, gostaria de anunciar que já começamos a animar nosso primeiro curta: Joana. Daniel está neste momento desenhando em uma mesa de luz. Sim, você leu corretamente, uma mesa de luz. Mas mais detalhes sobre o processo de Joana será mostrado na próxima postagem.

Hoje vou apresentar um resumo de como foi o processo de criação da identidade visual do projeto, esta que vocês veem no no Blog.
Ano passado, quando ainda estava na faculdade, tive algumas matérias relacionadas a criação de identidades visuais. Além da minha própria identidade decidi fazer também a deste projeto. Usávamos a já “antiga” identidade criada pelo Damasceno, mas esta foi originalmente feita sobre o que era antes um curta metragem “apenas”: A biblioteca de Pormenores. Agora que a Biblioteca se revelou algo muito maior, senti a necessidade de fazer outro simbolo pra ela.

Antiga logo da Biblioteca

A primeira coisa a ser feita foi propor a ideia ao professor Luiz Augusto. Depois de ouvir do que o projeto se tratava, Luiz me indicou definir as palavras chave que esta Identidade visual deveria passar, além do estilo visual que a cidade carregava nas imagens existentes dos curtas:

  • Gestão (do projeto e dos curtas);
  • Direção (apesar das posições definidas dentro dos projetos, a direção, no geral, é um processo em grupo);
  • Aberto (Creative Commons, Open source… liberdade).

Durante esta conversa com o Luiz Augusto, surgiu a ideia de usar uma espécie de Sinete: era como se todos os trabalhos feitos dentro a Biblioteca tivessem uma “assinatura”.
Apresentei depois toda a ideia aos outros dois que compõe o Comitê: Daniel e Damasceno. Eles gostaram da ideia de uma nova logo e as linhas guias que ela seguia, Damasceno não resistiu e já começou a desenhar tudo que vinha na cabeça.

Surgiram várias ideias para o simbolo, de posters a nossa queria “Xinforinfola” (apetrecho que Gadanthara usa no curta em que faz parte).

Xinforinfola

Na verdade tínhamos até começado a vetorizar a Xinforinfola, mas o visual estava ficando muito “delicado e frágil” e não queríamos passar esta ideia para o projeto. Uma palavra sobressaia quando discutíamos sobre a identidade: Consistência. Queríamos algo que fosse de fácil aplicação em qualquer lugar, mas ainda assim fosse legível.

Ao mesmo tempo que tentávamos encontrar um simbolo, eu pesquisava uma fonte. Obviamente a fonte deveria ser aberta, então comecei a procurar no próprio OS por fontes. Procurava por algo com serifa, com um visual mais antigo, que remetesse a algo feito cuidadosamente a mão. Foi ai que conhecemos the league of moveable type. Este é um projeto feito por designers que estão cansados de usar as mesmas fontes na web e em outros trabalhos, designers que gostam da liberdade que as licenças abertas promovem. Este é um projeto que tem certas semelhanças com a própria Biblioteca: no site não encontramos centenas de fontes gratuitas feitas de qualquer forma, mas sim algumas poucas feitas com muito cuidado e carinho. Em outras palavras fontes bonitas e diferentes.

E lá estava nossa fonte: Goudy Bookletter 1911, feita por Barry Schwartz.

Um primeiro teste já mostrou que esta fonte era a ideal, o que fez alguns de nos questionar se não era melhor não existir um simbolo, usar apenas o nome escrito com esta fonte. O desafio agora não era encontrar um simbolo, mas sim uma disposição para estas palavras.

Fizemos vários testes de composição. Tanto em inglês quanto em português (apesar da logo oficial ser em inglês).

A melhor das opções que encontramos foi esta:

Mas ela ainda não era o ideal, ela tinha um “buraco” entre o R e o A de Library que incomodava muito. Como a fonte é aberta, isto não era um problema. A solução foi fazer uma ligadura entre as duas letras. E finalmente temos nossa versão final:

Versão final

Fizemos ainda algumas bordas, apenas para teste: Borda 01 / Borda 02.

No final ficamos satisfeitos com o resultado. Achamos que ela é um bom equilíbrio entre Beleza, maleabilidade e aplicabilidade. Ou como meu professor Luiz Augusto gosta de falar: Uma identidade honesta.

Estamos preparando uma página com um navegador de arquivos bacana (nos moldes do Repositório online do Big Buck Bunny) para colocar os arquivos da Biblioteca. Quando terminarmos anunciaremos aqui.

First Steps – Primeiros Passos

Posted in Detail Library, Joana, Pre-production with tags , , on January 10, 2011 by Daniel Pinheiro Lima

Green Light

The first version of Joana was made in 1998 when I wrote what was to be a small children’s book. Much has happened during these twelve years and the text was shelved alongside some drawings (which I will publish in the future on a post about the character designs). Every year, I took this material out and matured a little bit the idea, either showing for a friend, adding some design, or making some new notes. I was slowly transforming what was to be a book in an animation, however, was only with the structuring of the Detail Library that the story took shape.

Primeiro tratamento da história de Joana

Joana: original text

Last year, me and Dilly we were laying out strategies for the first year of the Library and in one of several conversations we had reached the conclusion that, besides the need of more scripts, it was important to think of an animation simpler and feasible than that were trying to produce (Gadanthara). This is where the screenplay for Joana really came up. The plot might be adequate to take place in San Corisco without interfering in any way the content of the story. When we realize that the fund raising and deadlines would initially be modest, I received a green light to get the team to adapt the story of Joana to the universe of the Library.

First question was definitely adapt the idea to the universe of animation, this needed to rethink the pages into take. Another aspect of adaptation was the scenario. In the original Joana lives in a more rural environment, sleeping in barns and walking the banks of a river. In transposing to San Corisco everything was adequate for an urban environment, and help to connect Joana with Gadanthara and Burians, the urban environment brought more strength to the story.

Outline and Thumbnails

Any sheet of paper is good for thumbnails. This had some accounts that do not remember what it is.

I have no script, that is, not the traditional format. When I write a

screenplay I’m already thinking of the storyboard, therefore I do a list of topics. Each topic is a description of a picture that I draw and that, consequently, will turn into an take. I do not care either for the quality of the text or to the readability of my writing (yes, I do it by hand) because just I read this. During this process I do some small drawings (thumbnails) to guide me in producing the storyboard.

According to the rate of production of these drawings, I can leave the threads halfway through and follow only with the thumbnails, and this actually happened to Joana. These drawings are also for my organization, I just show others when I have a storyboard readable. At this stage I do variations of guidelines and ordering of shots that can indicate with numbers and arrows, which may seem a bit chaotic, but it works when I go to the storyboard stage.

Miniaturas

Two variations of the same sequence.

Comparação

Comparison between the thumbnails and the storyboard

Roteiro

Screenplay from the animatic

Screenplay

Despite this process Joana has a well-formatted screenplay. For funding through public notices, whether the government or individuals, one of the required documents is a formatted screenplay. For this reason, even now possessing an animatic, we had to write a screenplay.

In this post I want to show how we change the text of a children’s book to the screenplay for an animation. Even though the screenplay has not been a essential step towards the development of history. In a future publication I intend to show more about how I designed and edited the soryboard and animatic.

—português—

Sinal Verde

A primeira versão de Joana foi feita em 1998, quando escrevi o que era para ser um pequeno livro infantil. Muita coisa aconteceu nestes doze anos e este texto ficou guardado, junto com alguns desenhos (que publicarei futuramente em um post sobre o design do personagem). Todo ano, pegava este material e amadurecia um pouco a idéia, seja mostrando para um amigo, acrescentando algum desenho, ou anotando algo novo e, dessa forma vagarosamente fui transformando o que era para ser um livro em uma animação, porém, foi só com a estruturação da Biblioteca de Pormenores que a história tomou corpo.

Primeiro tratamento da história de Joana

Joana: texto original

Ano passado eu e o Dilly estavamos traçando as estratégias para o primeiro ano da Biblioteca e em uma das várias conversas que tivemos chegamos a conclusão que, além de precisarmos de mais roteiros, era importante pensar em uma animação mais simples e viável do que a que estávamos tentando produzir (Gadanthara). Foi neste momento que o roteiro de Joana realmente veio à tona. O enredo poderia ser adequado para acontecer na cidade de San Corisco sem que isso interferisse em nada no conteúdo da história. Quando percebemos que a captação e os prazos seriam inicialmente mais modestos, recebi um sinal verde da equipe para começar a adaptar a história de Joana para o universo da Biblioteca.

A primeira questão era adaptar a idéia definitivamente para o universo de animação, para isso precisava repensar as páginas em tomadas. Outro aspecto da adaptação era o cenário. Na versão original Joana vive em um ambiente mais rural, dormindo em celeiros e caminhado às margens de um rio. Na transposição para San Corisco tudo foi adequado para um ambiente urbano, além de ajudar a conexão de Joana com Gadanthara e Burians, o ambiente urbano trouxe mais força para a história.

Tópicos e Miniaturas

Miniaturas e tópicos

Qualquer folha de papel é boa para miniaturas. Essa tinha umas contas que não lembro do que se trata.

Eu não faço roteiro, quer dizer, não no formato tradicional. Quando escrevo um roteiro eu já estou pensando no storyboard, então faço uma lista de tópicos. Cada tópico é uma descrição de um quadro que devo desenhar e que, consequentemente, vai virar uma tomada. Não preocupo nem qualidade do texto e nem com a legibilidade da minha escrita (sim, eu faço isso à mão), pois apenas eu vou ler este texto. Durante este processo de escrita já faço alguns pequenos desenhos (thumbnails ou miniaturas) para me orientar na produção do storyboard.

De acordo com o ritmo da produção destes desenhos, posso abandonar os tópicos no meio do processo e seguir só com os thumbnails, o que de fato aconteceu com Joana. Estes desenhos também são para minha organização, só mostro para outras pessoas quando tenho um storyboard legível. Nesta etapa marco variações de enquadramentos e ordenação das tomadas que posso indicar com números e setas, o que pode parecer um pouco caótico, mas funciona quando passo para a etapa de storyboard.

Miniaturas

Duas variações da mesma sequência.

Comparação

Comparação entre as miniaturas e o storyboard

Roteiro

Roteiro escrito a partir do animatic

Roteiro

Apesar deste processo Joana possui um Roteiro bem formatado. Para as captações através de editais, sejam do governo ou particulares, um dos documentos requeridos é um roteiro formatado. Por esta razão, mesmo já possuindo um animatic, tivemos que escrever um roteiro.

Neste post quero mostrar como fui de um texto para um livro infantil para o roteiro de uma animação. Mesmo que o roteiro não tenha sido uma etapa essencial para o desenvolvimento da história. Em uma publicação futura pretendo mostrar mais sobre como desenhei e editei o soryboard e o  animatic.

And then? E então?

Posted in Announcements, Detail Library, Joana with tags , , on December 31, 2010 by Dilly

Hello,

For our first product, Joana, we chose to make a 2d animation using both manual – drawing the pictures on PAPER – and digital techniques – using elements and special effects in 3D with Blender + GIMP GAP. We made this choice because:

  • We love 2d animation;
  • The story works better in 2d (semiotics);
  • We think this technique does not have good documentation using latest technologies, especially the open-source ones;
  • We are able to produce it with our own resources.

In other words it fits perfectly with the objectives of the project and its governing principles. But it is the last topic that justifies this post:

For the first product in March and the Library had decided to make Gadanthara (as we said in the Blender Conference 2010), but crucial changes occurred that made us choose to do first Joana: One of our partnerships, the main financier of the project, could not fund it anymore (for reasons that don’t need be told here). We think that this was actually a good thing because it made us think a lot about what we wanted for the project and how it is influenced by how we do it. And we do not do things for money, but we need it to live and do the project. The fact that Joana is a short 2D animation with fewer characters and half the time of the other two projects were the other things determinants: it is much more viable to produce it.

And then?

The first reaction came from our production house, Abuzza. Our producer and friend Fiuza already signed up our first three projects in in incentive programs to encourage national cultural production. But we will not expect to reach this incentives to start producing the project Joana: We gathered money to produce the animation in 2011 by our own, out of our pockets!

Some of you may be wondering why we do not do as our inspiration, the Blender Foundation, and began a fund-raising campaign and pre-selling DVDs The answer is quite simple: We design and are not yet known (or recognized) by community (be it users or Blender Open Source in general). We need this first result, and we must do it VERY well done. Thus we begin our benign plan to “attract the world”. =)

With Joana finished we will start selling products that revolve around it (such as art books, DVDs and statues…) to help fund the upcoming products.

—português—

Olá,

Para o nosso primeiro produto, Joana, nos escolhemos fazer uma animação 2d usando técnicas tanto manuais – desenhando os quadros no PAPEL – quanto digitais – usando elementos em 3d e efeitos especiais com o Blender + GIMP GAP. Fizemos esta escolha porque:

  • Gostamos muito de animação 2d;
  • A história funciona melhor em 2d (semiótica);
  • Achamos que esta técnica ainda não tem uma boa documentação usando tecnologias recentes, principalmente as de código aberto;
  • Temos condições de produzi-la com nossos próprios recursos.

Em outras palavras ele se encaixa perfeitamente nos objetivos do projeto e seus princípios regentes. Mas é o último tópico que justifica esta postagem:

Para o primeiro produto e marco da Biblioteca, tínhamos  decidido fazer Gadanthara (como dissemos na Blender Conference 2010), mas ocorreram mudanças cruciais que nos fizeram escolher fazer Joana primeiro: Uma de nossas parcerias, a principal financiadora do projeto, não conseguiria nos financiar mais (por motivos que não precisam ser ditas aqui). Achamos na verdade que isso foi uma coisa boa porque nos fez pensar muito no que queríamos para o projeto e como isso é influenciado por como faríamos ele. E nos não fazemos as coisas por dinheiro, mas precisamos dele para viver e fazer o projeto. O fato de Joana ser um curta de animação 2d com poucos personagens e com a metade do tempo dos outros dois projetos foram as outras coisas determinantes: fica muito mais viável produzi-la.

E então?

A primeira atitude veio da nossa produtora, a Abuzza. Nosso produtor e amigo Fiuza já inscreveu nossos três primeiros projetos em editais de incentivo a produção cultural nacional. Mas nos não vamos esperar este incentivos chegarem para começar a produzir o projeto Joana: Nós juntamos dinheiro para produzir a animação em 2011 por nossa conta própria, dos nossos bolsos!

Alguns de vocês devem estar imaginando porque não fazemos como nossa inspiração, a Fundação Blender, e começamos uma campanha de levantamento de fundos e pré-venda de DVDs. A resposta é bem simples: Nós e o Projeto ainda não são conhecidos (ou reconhecidos) pela comunidade (seja ela de usuários de Blender ou Código aberto em geral). Precisamos deste primeiro resultado, e precisamos faze-lo MUITO bem feito. Desta forma começaremos nosso plano benigno de Conquistar o mundo. =)

Terminado Joana nos vamos começar a venda de produtos que giram em torno dela (como livros de arte, DVDs e estátuas…) para ajudar a financiar os próximos produtos.